São Paulo (SP) - O auditório da Subseção de Guarulhos ficou lotado para a realização de sessão de desagravo, na quinta-feira (16/03), em favor de três advogados violados em suas prerrogativas profissionais: Alexandre Ocampos Marques da Silva, Ana Lúcia Assad e Roberto Kitagawa.
O desrespeito e a falta de urbanidade são os pontos comuns dos três casos. Membros do Ministério Público e da magistratura, em momentos distintos, distrataram cada um dos advogados durante o exercício da profissão.
O vice-presidente da Secional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Fábio Romeu Canton Filho, fez o desagravo, ressaltando que o cidadão é o destinatário das normas que compõem as prerrogativas profissionais da advocacia. “Às vezes, alguns desavisados cometem o erro de rotular as prerrogativas profissionais como privilégios. Surpreende o fato de operadores do Direito insistirem em desconhecer a Lei e a importância do exercício da advocacia”, afirmou Canton Filho.
O presidente da Subseção de Guarulhos, Alexandre de Sá Domingues, aproveitou a oportunidade para reforçar a necessidade de manter a classe unida. “Posso dizer que já passei por situações semelhantes às ocorridas com os colegas aqui desagravados. Me questiono o porquê disso acontecer com frequência: só uma classe unida em torno da sua entidade nos trará respeito”, ponderou Domingues.
“É importante nos incomodarmos também com a violação das prerrogativas profissionais e o desrespeito aos colegas: as autoridades precisam saber que ao desrespeitar advogado terá resposta adequada”, completou Cid Vieira de Souza Filho, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas.
A OAB SP continua o processo de descentralização dos mecanismos de defesa das prerrogativas profissionais com o objetivo de agilizar a respostas às violações. Hoje, estão instalados quinze Conselhos e Coordenadorias Regionais de Prerrogativas em diferentes regiões do Estado, cobrindo 205 Subseções. A capital conta com duas Turmas Julgadoras.
Pela Assessoria de Imprensa da OAB SP