Prerrogativas defendem o caráter social da advocacia, diz Antonio Funari Filho
11 de January de 2013

As profissões que tem repercussões social precisa de prerrogativas para terem independência em defender o interesse da sociedade, afirma o diretor da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Antonio Funari Filho. Segundo ele, assim como padres tem o sigilo do confessionário e jornalistas o sigilo da fonte, advogados também precisam de direitos que protejam sua liberdade de atuação. “Uma prerrogativa só pode ser considerada privilégio se ela não servir à sociedade”, diz.
Funari lembra que a importâncias das prerrogativas na defesa da sociedade é tão grande que são as primeiras a serem cerceadas em ditaduras. Apesar de vivermos em uma democracia, ainda existem violações, portanto Funari diz que o advogado precisa se manter firme e defendê-las. “O advogado precisa ter uma postura de dignidade quanto a sua profissão, pois ele atua como parte de uma função social fundamental para a Justiça”, complementa.