Recife (PE) - Na manhã desta quarta-feira (1), o vice-presidente da OAB-PE, Leonardo Accioly, esteve à frente de ato de desagravo realizado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro. O ato foi em favor do advogado Bruno Luís de Souza Pereira, que teve suas prerrogativas profissionais violadas no DHPP. O advogado foi impedido pelo delegado Ivaldo Pereira Santiago Júnior de presenciar a ouvida de uma cliente.
“O advogado não exerce papel alegórico, não é dispensável”, destacou Leonardo Accioly durante o ato. “Quando um advogado tem sua prerrogativa violada, toda a classe é ferida. A OAB-PE está atenta e não vai tolerar este tipo de conduta”, concluiu. O presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados (CDAP), Antonio Faria, fez a leitura do termo de desagravo. “Sem o advogado não há Estado Democrático de Direito”, afirmou. “É preciso deixar claro que o Estado gira em torno do cidadão e o cidadão está representado pelo advogado”, concluiu.
De forma truculenta e agressiva, o delegado Ivaldo Pereira Santiago Júnior usou, inclusive, a força física para impedir que o advogado Bruno Luís de Souza Pereira entrasse na sala onde sua cliente aguardava, tendo ainda aberto um procedimento criminal contra o advogado. Toda a ação foi gravada.
Além do vice-presidente Leonardo Accioly e do presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados, Antonio Faria, estiveram presentes no ato o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (CAAPE), Bruno Baptista, e os advogados José Pessoa, Frederico Vilaça, Roger Heuer, Juliana Gayão, Piedade Buarque e Ana Paula Canto, todos membros da CDAP.