Recife (PE) - Wlademir Alves Brito, um dos acusados um de matar o advogado criminalista Luiz Antônio Esteves de Brito, mais conhecido por “Nenca Brito”, foi condenado a 20 anos de prisão. O veredicto foi anunciado pela juíza Mônica Cavalcanti Magalhães, que presidiu a sessão do júri, realizada na quinta-feira, dia 03, no Fórum de Arcoverde, no Sertão do Estado.
O réu Wlademir, de codinome “Vla”, já cumpriu cinco anos de prisão, mas deverá continuar no regime fechado, no Presídio de Salgueiro, também no Sertão pernambucano, por mais três anos e meio. Depois passará pelo regime semiaberto e, em seguida, pelo regime aberto. A defesa entrou com recurso.
O julgamento foi acompanhado por representantes da OAB-PE. O presidente da Ordem em Pernambuco, Pedro Henrique Reynaldo Alves, designou o presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas do Advogado, Maurício Bezerra Filho; e o presidente da Subseccional de Arcoverde, César Ricardo Bezerra Macedo.
“Nenca foi assassinado em função de cumprir com o seu dever legal”, destacou o presidente Pedro Henrique, lembrando que é dever do advogado atuar com destemor para assegurar o direito à justiça. “A condenação do réu foi uma resposta a um grave atentado a um colega de profissão. Quando se atinge um colega, atinge-se também a instituição. O processo foi muito bem apurado”, complementou o presidente da Subseccional OAB de Arcoverde.
Com ativa participação em lutas pela cidadania no município de Arcoverde e região, Nenca Brito foi assassinado no dia 03 de março de 2009, quando saia de seu escritório. O acusado Wlademir se passou por cliente e atirou na vítima. Um outro acusado teria participado do crime intermediando a negociação entre o mandante e o executor, além de ter conduzido este até o local do crime e de ter facilitado a sua fuga.
O inquérito policial também aponta como autor intelectual do crime Roni Jairo, um cliente que devia dinheiro ao advogado e que estava insatisfeito quanto a sua atuação num processo que o envolvia. O julgamento de Roni está marcado para o dia 05 de junho próximo.
“Com a condenação do executor se tem o início da responsabilização dos culpados do homicídio do qual foi vítima o advogado. Esperemos agora o julgamento do acusado de ser o mandante, também daquele que funcionou como intermediário da negociação do crime e que colaborou com a fuga do Wladimir na data do fato”, frisou o presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas do Advogado da OAB-PE, Maurício Bezerra Filho.
Fonte: OAB-PE