Belo Horizonte (MG) - A OAB Minas, por meio da força-tarefa, realizou sessões de desagravo em Muriaé e Leopoldina, nesta sexta-feira (27/10). Participaram o presidente e o vice-presidente da Comissão de Prerrogativas, Bruno Cândido e Cristiano Volpe; o procurador de prerrogativas da Zona da Mata, Giovani Marques Kaheler; dirigentes das subseções e advogados da região.
Em Muriaé, o ato aconteceu em frente ao Fórum da cidade. A sessão foi a favor do advogado Mauro César Rodrigues que foi impedido de ter acesso aos autos de um inquérito militar pela major Kênia Prates. Ele conseguiu vistas ao processo apenas depois de obter liminar por meio de mandato de segurança.
Em Leopoldina, o desagravo aconteceu em frente ao Batalhão da Polícia Militar da cidade. A sessão foi a favor da advogada Stelly Santos Souza que teve sua residência atingida por disparo de arma de fogo realizado pelo vizinho, que é policial militar reformado. Ao requisitar a ocorrência policial, os PMs Carlos Roberto Evangelista, Roberto Carlos Pereira e Eduardo Lovosi, não confirmaram o Boletim de Ocorrência após a identificação do agressor.
A advogada foi ofendida verbalmente e agredida fisicamente ao ser colocada de forma ríspida em uma viatura onde permaneceu por mais de uma hora. As agressões foram confirmadas pelo exame de corpo de delito.
A OAB Minas criou a força-tarefa para que todos os advogados que tiveram seus direitos desrespeitados sejam desagravados publicamente. O presidente da seccional mineira, Antônio Fabrício Gonçalves, destacou que não será tolerada nenhuma agressão ou ofensa ao advogado mineiro no exercício da profissão.