Equilíbrio das ações entre advogados e juízes, recomenda o desembargador Neves Amorim
1 de October de 2012
O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e membro do CNJ (Conselho Federal de Justiça), José Roberto Neves Amorim, recomenda que todo advogado faça valer suas prerrogativas profissionais, mas sem excessos para não atrasar o processo. Segundo ele, tem que haver um equilíbrio entre os interesses dos advogados e dos juízes. “Já houve casos em que o juiz não aceitou alguma argumentação ou alguma postulação do advogado e, depois de um desentendimento, o juiz deu voz de prisão para o advogado”, lembra Amorim. Quando algo assim ocorre, ele recomenda que o advogado use a prerrogativa fundamental que é chamar um membro da OAB para que ele possa defender os interesses do próprio advogado e da própria Ordem.
Amorim também destaca que o respeito não deve se limitar à Corte e, para uma boa política judiciária, o juiz deve sempre atender os advogados, como o Estatuto da OAB prevê. Mas, segundo ele, é necessário um equilíbrio para que nenhuma das partes seja prejudicada. Amorim crê que a melhor forma de manter essa harmonia é com o agendamento prévio das visitas, para que o juiz consiga realizar suas funções e o advogado seja atendido sem complicações.